Mostrando postagens com marcador Liga Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liga Mundial. Mostrar todas as postagens

10 de julho de 2011

Final da Liga Mundial - Uma valiosa prata

Photobucket

Foram mais de quarenta dias de competição, onde as melhores seleções masculinas de vôlei do mundo se enfrentaram. E neste domingo (10/07) aconteceu à final da Liga Mundial 2011, outra grande disputa entre, literalmente, os melhores países do vôlei na atualidade: Brasil, o líder absoluto no ranking da FIVB, contra a Rússia, 2º colocada na classificação.

A Seleção Brasileira buscava o decacampeonato, oito dos nove títulos conquistados em apenas dez anos. A Rússia buscava vingar-se da última derrota sofrida para o Brasil na final da Liga Mundial 2010. Para isso apostava na ótima campanha que fez no decorrer da competição, tendo apenas um revés, contra a Bulgária. O time comandado por Bernardinho vinha de três derrotas, duas para os Estados Unidos e uma para a própria Rússia. E apesar do natural favoritismo, hoje não era o dia dos brasileiros. Num jogo longo, de muita força e decidido nos detalhes, que foi até o tie-break, os russos venceram e seu capitão Khtey ergueu o troféu da Liga Mundial, o segundo conquistado pelo país. As parciais foram de 23/25, 25/27, 25/23, 22/25 e 15/11. Uma resenha do jogo pode ser conferida no site da CBV.

Aos comandados por Bernardinho restou a merecida medalha de prata, que não diminuiu em nada o mérito brasileiro nesta competição, pelo contrário, a Seleção realizou uma ótima trajetória na Liga Mundial, mas o time da Rússia estava simplesmente fenomenal nesse torneio. E como o próprio Bernardinho diz, nenhum time é imbatível, sequer o Brasil. O terceiro lugar do pódio foi ocupado pela Polônia, que após vencer a Argentina por 3 sets a 0 garantiu a medalha de bronze para sua torcida, que lotou o ginásio Ergo Arena em cada partida realizada. Os poloneses vibraram muito na cerimônia de entrega das medalhas, assim como, obviamente, os russos. Coube aos jogadores brasileiros a expressão entristecida.

Photobucket

- Não é só o ouro que vale. É sempre muito ruim perder, mas isso não quer dizer que tudo que fizemos e o tanto que lutamos não deve ser valorizado. Fizemos uma grande final e desta vez a Rússia foi melhor. Foi o jogo mais emocionante do voleibol mundial nos últimos anos na minha opinião. Estou orgulhoso de todos pelo empenho - afirmou o capitão Giba, e acrescentou: - Quando acabou o jogo, o Serginho virou para nós e disse: ‘Não somos máquinas. Os outros também têm condições de vencer’. E é bem por aí. A Rússia mereceu. Em alguns momentos, ganhamos por detalhes, mas desta vez aconteceu o contrário.

Desde que Bernardinho assumiu como técnico da Seleção, nossos atletas não estão acostumados a perder. Mas 2011 é um ano cheio de competições, incluindo a Copa do Mundo no Japão, que garante vaga nas Olimpíadas de 2012. O sonho do decacampeonato foi adiado em um ano, mas nada preocupante para os torcedores desse time tão vencedor. A Seleção Brasileira tem muita habilidade e fôlego para conquistar o décimo título da Liga Mundial, o décimo primeiro, décimo segundo, décimo terceiro...Só resta esperar mais um pouco.

Liga Mundial: Nossa Seleção de pertinho

Entrando no clima antes da final entre Brasil e Rússia na Liga Mundial, onde a Seleção comandada por Bernardinho buscará o decacampeonato, eu escolhi alguns videos do Por Dentro da Liga para deixar aqui. O Por Dentro da Liga foi um projeto genial da Olympikus, que colocou uma câmera na mão de Giba, Murilo, Bruninho e Serginho, para que os atletas filmassem os bastidores da competição. Sempre muito bem humorados (salvo naqueles tensos momentos em que recém haviam acordado), os jogadores registraram momentos divertidos e transpareceram um pouco de seus cotidianos nas gravações. Como o blogger não deixaria eu postar todos aqui, tive que escolher apenas alguns. Mas chega de papo e vamos aos videos.

Giba comprovando o que dizem sobre a digitalização: ela realmente individualiza as pessoas, e Bruninho está ai para comprovar:


A incrível virada brasileira sobre Cuba:


Bernardinho e sua fixação pelos Estados Unidos, Estados Unidos, Estados Unidos...


Todos muito bem dispostos ao acordar cedo pela manhã


Serginho e seus métodos para não perder os treinos


Giba tentando gravar um comercial com o "auxilio" de Bruninho e Serginho


A conquista da vaga na final sobre a Argentina (porque ganhar é bom, mas dos hermanos é melhor ainda)

9 de julho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Argentina (Semifinal)

Photobucket

De um lado uma seleção eneacampeã na Liga Mundial, o país mais vitorioso da história do vôlei, o time a ser batido pelos adversários que desejam conquistar algum título. No outro lado da quadra a surpresa dessa competição, com um jovem atleta capaz de desequilibrar uma partida. Brasil e Argentina, um clássico sul-americano onde a rivalidade sempre é perceptível, e nada melhor que um clássico dessa grandeza para ser uma das duas disputas nas semifinais da Liga Mundial de vôlei 2011.

A Seleção Brasileira e a Argentina se enfrentaram neste sábado (09/07) no caloroso ginásio Ergo Arena, em Gdansk, lotado de torcedores. O resultado levava o time vitorioso a nada menos que a final da Liga Mundial, e para a felicidade dos torcedores, o Brasil chega a mais uma decisão da competição, e amanhã buscará o decacampeonato. Mas vamos à partida.

Após ter poupado jogadores no jogo de ontem contra a Rússia, o técnico Bernardinho entrou em quadra hoje com força total, escalando para iniciar a partida Bruno, Giba, Murilo, Sidão, Théo, Lucão e o líbero Serginho. Os argentinos começaram com Conte, Quiroga, Sole, Pereyra, Crer, Cecco, González.

Murilo iniciou o 1º set com um saque forçado, mas o primeiro ponto foi da Argentina em um bloqueio brasileiro que foi para fora. O equilíbrio prevaleceu no começo da parcial, mas na passagem de Giba pelo saque a Seleção Brasileira conseguiu abrir vantagem, e em um erro de Pereyra foi para o primeiro tempo técnico com 8 a 5. A Argentina direcionava seus ataques e saques em cima do capitão brasileiro, tentando logo no princípio anular seu jogo. E em um saque forçado em cima de Giba, que teve dificuldade em defender, deixou a Argentina pontuar e passar no placar: 11 a 9. O Brasil tornou a liderar na passagem de Théo no saque, e com boas atuações de Lucão e uma bola de meio fundo de Giba, o time comandado por Bernardinho foi para a segunda parada técnica na frente: 16 a 13. A Argentina reagiu especialmente com sua revelação, Facundo Conte, encostando no placar, contudo Théo cresceu muito no final do set, ajudando o Brasil a finalizar: 25 a 22.

A segunda parcial iniciou com um bloqueio de Conte sobre Murilo. Em pontos muito disputados, com dois ralis recheados de difíceis defesas, o Brasil liderava no primeiro tempo técnico: 8 a 7. O bloqueio brasileiro não estava conseguindo parar a ofensividade argentina, principalmente Conte, e os hermanos aproveitaram-se disso para virar o jogo: 16 a 15. Outro jogador que vinha se destacando do lado adversário era Sole no bloqueio, parando os atacantes brasileiros. O placar ficou equilibrado até o final do set, com ambas as seleções perdendo set points. E a disputa ponto a ponto estendeu cada vez mais essa parcial, que não acabava nunca, com nenhum dos times querendo entregar o set. Até que Pereyra tocou na antena e Théo encerrou a intensa disputa, atacando pela diagonal; a bola pegou no bloqueio argentino e resvalou para fora: incríveis 42 a 40 para o Brasil.



Para iniciar a terceira parcial os jogadores tiveram um recesso de alguns minutos para se recuperar do desgaste do anterior. O bloqueio argentino novamente funcionava bem, mas a Argentina cedeu muitos pontos de erro, indo para o primeiro tempo técnico em desvantagem: 6 a 8. Na volta da pausa foi a vez da Seleção Brasileira dar pontos aos argentinos, errando nas defesas e nos saques, deixando a Argentina passar à frente: 16 a 15. Com uma atitude objetiva e uma garra própria de nossos jogadores, o Brasil voltou em quadra virando todas as bolas, abrindo 3 pontos de vantagem, desestabilizando os hermanos. Mesmo com toda a pressão em cima da Argentina, seus jovens jogadores até conseguiram empatar o jogo: 23 a 23. Contudo novamente a habilidade da Seleção Brasileira e o fator psicológico foi um diferencial, e em um ataque de Lucão o Brasil fechou o set por 25 a 23, ganhando o jogo por 3 sets a 0.

Facundo Conte correspondeu as expectativas, marcando 20 acertos na partida, mas foi o oposto Théo o maior pontuador da disputa, com 23 tentos marcados. O adversário do Brasil na final da Liga Mundial pode ser a Rússia ou a Polônia, que se enfrentam ainda neste sábado pela tarde para decidir a vaga.

Photobucket

8 de julho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Rússia

Photobucket

Com ambos os países já classificados para as semifinais da Liga Mundial 2011, a Seleção Brasileira e a Seleção da Rússia se enfrentaram nessa sexta-feira (08/07), no ginásio Ergo Arena, em Gdansk. Focamos nos jogos que serão realizados amanhã e apenas com o dever de encerrar as partidas do Grupo F, as equipes entraram em quadra aparentemente num clima amistoso, poupando os jogadores essenciais para seus times, e fazendo o chamado “treino de luxo” para os duelos realmente decisivos que acontecerão amanhã.

Do lado brasileiro, Bernardinho escalou Vissotto, Rodrigão, Dante, João Paulo Bravo, Sidão, Marlon e o líbero Serginho. Já a escalação da Rússia foi com Grankin, Mikhaylov, Khtey, Spiridonov, Muserskiy, Apalikov e o líbero Sokolov.

O 1º set começou com os dois times aproveitando-se principalmente do saque, e com uma Rússia mais animada e atacando bem, o Brasil foi para o 1º tempo técnico em desvantagem: 5 a 8. Na volta dessa pausa os brasileiros partiram para o jogo, forçando o saque e encostando no placar: 11 a 12. Nos erros da equipe verde-amarela e ganhando o ponto de um concorrido rali, a Rússia lidera no 2º tempo técnico, com 4 pontos de vantagem. O Brasil tentou ensaiar uma reação, mas com um bloqueio eficaz parando nossa ofensiva, a Rússia fechou o primeiro set: 25 a 20.

O Brasil iniciou melhor na segunda parcial, e com a defesa brasileira funcionando, os atacantes puderam colocar a bola no fundo na quadra adversária, abrindo até 4 pontos de vantagem. Mas os russos reagiram, diminuíram a diferença, e perdiam apenas de 2 pontos no primeiro tempo técnico: 8 a 6. Ambas as seleções voltaram dessa pausa errando muito, e o placar manteve-se igualado até a passagem do russo Apalikov no saque, fazendo dois aces, ajudou a colocar seu time na liderança: 14 a 11. A seleção russa então disparou no placar; Bernardinho parou o jogo, tentou entusiasmar seu time, especialmente Serginho que estava bastante desgostoso. Quando o placar apontava 21 a 14 contra os brasileiros, Bernardinho colocou Théo e Bruno em quadra no lugar de Vissotto e Marlon, buscando diminuir a desvantagem. O Brasil correu atrás, diminuiu a diferença nos pontos, mas os russos estavam implacáveis, e venceram o segundo set novamente por 25 a 20.

Bernardinho fez uma modificação para o 3º set, colocando o líbero Mario Junior no lugar de Serginho. A Rússia novamente saiu na frente, e os contínuos erros brasileiros cada vez mais irritavam o técnico Bernardinho, que não considerava o jogo tão “treino” assim. Os russos lideravam no primeiro tempo técnico por 8 a 6, mas o time verde-amarelo logo conseguiu empatar o jogo em um ataque de Dante: 10 a 10. Muitos erros das duas equipes, mas a seleção russa se privilegia e abre vantagem no placar. Com o Brasil perdendo por 19 a 14, Bernardinho parou o jogo, e pediu que seus jogadores ao menos tentassem reverter o resultado. O clima esquentou entre os dois técnicos na reta final do set, e o dia era da Rússia, que finalizou o set por 25 a 17, ganhando o jogo por 3 sets a 0.

Com essa vitória os russos se classificam para as semifinais como lideres do Grupo F, com 9 pontos, seguido pelo Brasil, com 5 pontos conquistados. Leandro Vissotto foi o maior pontuador da disputa, com 12 acertos. Apesar da derrota, Rodrigão não demonstra preocupação com a má atuação brasileira.

E o adversário da Seleção Brasileira na semifinal desse sábado já é conhecido: a Argentina. Os hermanos se classificaram em primeiro lugar no Grupo E, com 6 pontos. A segunda seleção classificada nessa chave poderá ser a Bulgária ou a Polônia, que se enfrentam nessa sexta-feira para decidir quem ganhará a vaga na semifinal. O capitão do Brasil, Giba, que sequer foi relacionado para o jogo contra a Rússia, pediu atenção com os argentinos.

- É um time que tem muito volume de jogo, então precisaremos ter muita paciência para aguardar o momento certo de definir as jogadas. São jogadores jovens, comandados por um ótimo treinador, e que certamente jogarão muito motivados - disse o ponteiro. Fazendo coro à Giba, Vissotto acredita que o jogador argentino, Facundo Conte, será a principal arma dos adversários para conseguirem a vaga na tão sonhada fina da Liga Mundial.

7 de julho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Estados Unidos

Antes de entrar em ação nessa quinta-feira (07/07), a Seleção Masculina de vôlei sabia que só existia mais uma vaga disponível para as semifinais da Liga Mundial 2011, uma vez que a Rússia venceu Cuba algumas horas antes do Brasil entrar em quadra, por 3 sets a 0, garantindo sua ida para mais uma etapa decisiva da competição. E foi com essa pressão que a Seleção Brasileira enfrentou os Estados Unidos, no ginásio Ergo Arena, em Gdansk.

Photobucket

As mudanças que o time sofreu no decorrer da partida de ontem ajudou a mudar a temática da mesma, mas para esse jogo o técnico resolveu já entrar com o time que havia conseguido alavancar essa virada no jogo. A escalação inicial foi: Bruno, Théo Giba, Murilo, Sidão, Lucão e o líbero Serginho.

O primeiro ponto do primeiro set foi dos Estados Unidos, mas com Sidão o Brasil empatou o jogo em 1 a 1. Os pontos iniciais brasileiros vieram de erros norte-americanos, até que com Théo o time verde-amarelo conseguiu marcar no ataque. Os Estados Unidos foram para o primeiro tempo técnico em vantagem: 8 a 7. E a tensão da partida aumentou em um erro de arbitragem favorecendo os estadunidenses, que dispararam no placar em 14 a 10. Desconcentrados, os brasileiros não conseguiram reverter o resultado, e com o saque forçado quebrando a recepção brasileira, os Estados Unidos fecharam o primeiro set: 25 a 15.

A segunda parcial começou com Giba atacando pela diagonal, pontuando para o Brasil. E toda a Seleção Brasileira estava mais atenta ao jogo, disparando no placar numa seqüência de Giba no saque, indo para o 1º tempo técnico com 8 a 2. Os norte-americanos se recuperaram de modo extraordinário, aproveitando-se especialmente do bom saque de seus jogadores, empatando o jogo: 12 a 12. Esse placar deixou os brasileiros nervosos, e novamente a arbitragem prejudica o time de Bernardinho. Mesmo com tais empecilhos, os brasileiros continuam à frente no placar no segundo tempo técnico: 16 a 14. O saque dos Estados Unidos estava dificultando a defesa brasileira, mas, no auge de suas habilidades, os comandados por Bernardinho souberam se virar, ganhando o set por 25 a 22.

A terceira parcial começou em uma foi disputa ponto a ponto, mas com Giba no saque e uma boa atuação de Théo, o time verde-amarelo liderava na primeira na parada técnica: 8 a 5. Nos erros brasileiros os adversários se aproximaram, e em um bloqueio de Millar sobre Giba empataram a disputa: 11 a 11. Os EUA até conseguiram passar a frente em dado momento, mas a garra brasileira em buscar essa vaga mostrava-se mais forte, e em um ace de seu capitão, Giba, o Brasil foi para o segundo tempo técnico com 16 a 15. O norte-americano Anderson teve que ser substituído por Sean Rooney após sentir dores no ombro. Rooney já entrou no jogo pontuando, contudo a perda de um de seus melhores atacantes desestabilizou os estadunidenses, e em um bloqueio de Lucão o Brasil finaliza o set: 25 a 22.

Um ataque de Giba e um belo ace do central Lucão inauguraram o placar da quarta parcial. A superioridade brasileira prosseguiu, e em uma bola de segunda do levantador Bruninho a equipe foi para o 1º tempo técnico liderando: 8 a 4. Anderson conseguiu voltar ao time norte-americano para tentar emplacar uma reação, mas Murilo estava decidido a dificultar ao máximo a reviravolta dos adversários, e as boas atuações do ponteiro forçaram o técnico americano a pedir tempo quando o placar apontava 13 a 6 para o Brasil. O capitão Giba vinha sendo decisivo para o time de Bernardinho, e com a vantagem no placar os brasileiros souberam controlar o jogo, finalizando o set com tranqüilidade, por 25 a 15, e vencendo a partida por 3 sets a 1.

Com a vitória, a Seleção Brasileira se classifica para as semifinais da competição junto a Rússia, com 5 pontos conquistados. Giba foi o maior pontuador da disputa, com 21 acertos.

6 de julho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Cuba



Com esse video que define bem a sensação que ronda essa fase final da Liga Mundial 2011, que eu começo esse post sobre a primeira "pedreira" que a Seleção Masculina de vôlei teve que enfrentar em busca do decacampeonato. O Brasil jogou nessa quarta-feira (06/07) pela manhã contra a Seleção de Cuba, a primeira de três partidas a serem realizadas para alcançar as semifinais da competição.

O levantador Bruninho publicou em seu Twitter suas esperanças para que o final da Liga Mundial favoreça ao Brasil.

Photobucket

O meio de rede Rodrigão escreveu em seu Twitter sobre os treinamentos da Seleção, e inclusive postou uma foto da fachada do ginásio Ergo Arena, onde será as finais da competição.
Photobucket

Preparativos pré-jogo feitos, vamos a disputa propriamente.

No ginásio Ergo Arena, em Gdansk na Polônia, o Brasil enfrentou Cuba, e foi uma partida suada, disputadíssima, onde a experiência brasileira teve que “se virar” para contornar a força de vontade dos jovens cubanos. Mas reverter resultados é algo necessário para uma seleção ser tão vitoriosa como a brasileira, e foi justamente isso que aconteceu hoje, para o delírio dos torcedores da verde-amarela, que sofreram, e muito, até o final do jogo.

Bernardinho resolveu entrar em quadra com duas mudanças no time que vinha sendo utilizado: Dante entrou no lugar de Giba, e Marlon no de Bruninho. A escalação inicial foi a seguinte:

Brasil: Marlon, Dante, Vissotto, Murilo, Rodrigão, Lucão e Serginho.

Cuba: Diaz, Leon, Hernandez, Bell, Camejo e Mesa e Gutierrez.

Photobucket

O 1º set iniciou com um ponto cubano, e o equilíbrio no placar predominou entre as duas seleções até um saque de Dante ir para fora e Cuba aumentar sua vantagem: 8 a 5 no primeiro tempo técnico. Cuba utilizou de um bloqueio eficaz para parar o ataque brasileiro, conseguindo abrir até 4 pontos de vantagem, com 12 a 9, empacando o time de Bernardinho, que só conseguiu rodar em quadra em um ataque de Rodrigão. A desatenção brasileira continuou produzindo erros, forçando Bernardinho a pedir tempo e colocar Bruno e Theo no lugar de Marlon e Vissotto. Na segunda parada técnica a desvantagem era de 11 a 16 para o Brasil, e manteve-se os 4 pontos de diferença no decorrer da parcial. Bernardinho pediu tempo novamente, tentou animar o time, mas Cuba venceu o 1º set por largos 25 a 18.

Para a segunda parcial os times voltaram sem modificações, mas um novo vigor podia ser visto do lado verde-amarelo da quadra. Com o ataque entrando, a Seleção Brasileira pressionava Cuba, indo assim para o 1º tempo técnico com 8 a 7 no placar. O Brasil conseguiu abrir 2 pontos de vantagem, contudo os adversários reagiram, virando o jogo em 14 a 12, forçando Bernardinho a habitual troca, colocando Bruninho e Theo novamente. E em um ataque de Dante e de Vissotto, o Brasil consegue empatar o jogo: 18 a 18. Porém voltaram os erros brasileiros, e o time cubano passa à frente, fechando outro set, dessa vez por 25 a 21.

Para o 3º set o técnico brasileiro colocou Giba, Bruno, Sidão e Theo. Com Theo no saque o Brasil conseguiu abrir 6 a 3 no placar, com Bruninho aproveitando-se principalmente das bolas rápidas com Lucão. Cuba tentava emplacar uma reação, mas a vantagem brasileira só aumentava, e com um saque mais constante e os jogadores virando as bolas, a defesa cubana não foi párea para a nossa Seleção, que foi com 16 a 8 no placar no 2º tempo técnico. Os cubanos conseguiram equilibrar mais o jogo no final do set, mas a desvantagem já era grande para um time pouco experiente reverter, assim o Brasil conquistou seu primeiro set: 25 a 16.

O 4º set começou a mesma formação do anterior. Bruninho optou por explorar os jogadores pelas diagonais e Cuba aproveitou-se de seus jogadores altos no bloqueio. Uma seqüência de erros brasileiros deixou os adversários passarem a frente no placar e ir para o 1º tempo com 8 a 6. Bernardinho teve que pedir tempo quando a vantagem adversária era de 5 pontos. A reação brasileira surgiu, sendo ajudada pelos erros cubanos, e com Giba no saque o time verde-amarelo conseguiu empatar o jogo: 15 a 15. E a partida ficou tensa, com Cuba passando a frente e mantendo a vantagem até o finalzinho da parcial: 23 a 21. Ambas as seleções fizeram mudanças e Cuba estava com o match point, contudo a Seleção Brasileira conseguiu salvar-se, e em dois pontos de Lucão fechou o 4º set por 30 a 28, forçando o tie-break.

O set de desempate começou com dois bloqueios brasileiros, o primeiro de Murilo, seguido por Theo. Leon marcou o primeiro ponto cubano em ataque pela diagonal. A parcial seguiu equilibrada, mas os cubanos cometeram alguns erros, e aproveitando-se disso o Brasil abriu 8 a 5 no placar, e conseguiu administrar essa vantagem mantendo um saque regular e usando bem seu bloqueio. E a Seleção Brasileira finalizou em um ataque cubano que foi para fora, fazendo 15 a 12, finalizando essa partida por 3 sets a 2. Com essa vitória, o Brasil fica no segundo lugar da tabela, com 2 pontos, atrás da Rússia com 3, à frente de Cuba que tem 1 ponto. EUA ainda não pontuou.

Photobucket

3 de julho de 2011

Tiki-taka do Vôlei - Vitórias e uma pedreira pela frente

Nesse domingo (03/07) a FIVB anunciou os grupos da fase final da Liga Mundial 2011, e a nossa Seleção Masculina tem uma verdadeira pedreira pela frente. O time comandado por Bernardinho está no Grupo F, e enfrentará a quase invicta Rússia (que perdeu somente uma vez, na fase classificatória, para a Bulgária), a jovem, mas habilidosa, Cuba e novamente os Estados Unidos, a única seleção que conseguiu derrotar o Brasil, em dois jogos de quatro disputados.

A primeira partida da Seleção Brasileira será contra Cuba, na quarta-feira. Na quinta, a disputa será contra os Estados Unidos, e na sexta-feira a Seleção Masculina enfrenta a Rússia. A previsão para o horário dos três jogos é para às 8h30.

Photobucket

O outro grupo da fase final é o Grupo E, com a Argentina, Bulgária, Itália e o país-sede da competição, Polônia. De quarta a sexta-feira acontecerão os jogos entre os times de cada grupo, e somente as duas melhores seleções de cada chave passarão para às semifinais, a ser disputada no sábado (09/07), e a grande decisão da Liga Mundial será realizada domingo (10/07), no ginásio Ergo Arena. Para o jogador Rodrigão o fator que mais pesará nessa reta final da competição será a força de vontade.

- As partes técnica, tática e física, especialmente com cinco jogos em cinco dias, são sempre importantes, mas o que faz a diferença mesmo é o coração. Quem tiver mais vontade de vencer e colocar isso dentro da quadra vai levar vantagem. O Brasil sabe jogar estes jogos decisivos, sempre entra mais motivado que os outros e tem muita experiência. Por isso, acho que temos muitas chances de buscar este título - destacou o atleta.

Ainda no vôlei de quadra, a Seleção Feminina vez bonito no duelo contra a Costa Rica no jogo válido pela Copa Pan-Americana. As meninas do vôlei venceram as adversárias nesse sábado (02/07) com tranquilidade, por 3 sets a 0 e parciais de 25 a 15, 25 a 12 e 25 a 10. Com a vantagem larga no placar, o técnico José Roberto Guimarães pode inclusive fazer testes entre o time titular e suas reservas, dando ritmo de jogo a todas suas atletas. O próximo duelo da Seleção Feminina é nesse domingo, às 23h, contra Porto Rico, pela terceira rodada do Grupo B da competição.

Saindo das quadras e indo para o vôlei de praia, a dupla Ricardo e Márcio conquistou o Grand Slam da Noruega nesse domingo, a sexta etapa do circuito mundial de vôlei de praia. Os brasileiros venceram a dupla da Polônia, Fijalek e Prudel por 2 sets a 0, com parciais de 21 a 18 e 24 a 22. A próxima etapa do circuito mundial será entre os dias 4 e 10 de julho, na Suíça.

Photobucket

- Tivemos uma atuação perfeita nessa final e isso me deixa muito feliz. Os poloneses vinham bem no torneio, com um jogo consistente e chegaram à final com méritos. Jogamos bem aqui em Stavanger, vencemos times de peso de Estados Unidos, Holanda e Alemanha, duplas de qualidade, e isso mostra o crescimento do nosso time. É um título para comemorarmos muito - assegurou o jogador Ricardo, que, ainda com sua larga experiência, comemorou muito a conquista.

Do lado feminino das areias, a dupla Juliana e Larissa conquistou medalha de bronze no Grand Slam da Noruega nesse sábado. A disputa pelo terceiro lugar foi contra as holandesas Keizer e Van Iersel, e a dupla brasileira fez bonito ao vencer as adversárias por 2 sets a 0, em um jogo rápido com parciais de 21 a 13 e 21 a 14. A dupla Kessy e Ross, dos Estados Unidos, ficou com o ouro na competição, seguido pela prata de Ludwig e Goller, da Alemanha.

30 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Polônia (Jogos de volta)

Photobucket

1º Jogo

Já está classificada para a fase final da Liga Mundial, a Seleção Brasileira de vôlei enfrentou a Polônia, no ginásio Spodek, em Katowice, nessa quarta-feira (29/06). Por ser o país-sede da Liga Mundial 2011, a Polônia também já está classificada para a fase final, contudo nem por isso foi uma disputa de camaradagem entre ambas as seleções. Munido da vaga assegurada, o técnico Bernardinho resolveu dar descanso para alguns jogadores e aproveitar a partida para dar ritmo à outros, como Dante, que teve sua primeira atuação completa na competição, ficando todos os sets disputados em quadra.

Tendo o apoio da torcida e confiante pelas boas atuações nas suas últimas partidas, a Polônia, comandada pelo técnico Andrea Anastasi, começou o 1º set melhor, contudo os brasileiros administraram a desvantagem até contornar a situação, e passar à frente no 1º tempo técnico: 8 a 7. Com o placar variando pouco para os dois lados, a Polônia liderava com 16 a 15 no 2º tempo técnico, mas os poloneses não conseguiram manter a vantagem, e com Sidão no saque o Brasil novamente virou o jogo a seu favor, dessa vez até fechar o set, 25 a 23, em um ataque de Dante.

Já para o 2º set a Polônia voltou diferente. Mais concentrada e decidida a fazer bonito no ginásio Spodek, os poloneses foram para o 1º tempo técnico com 8 a 7 no placar, e o decorrer da parcial seguiu com ambas seleções em equilíbrio, mas em um ponto polêmico onde a arbitragem marcou em prol de nossos adversários, a Seleção da Polônia foi para a segunda parada com 16 a 15 no placar. Após o 2º tempo técnico, o desencontro dos jogadores em quadra fez Bernardinho pedir tempo, porém o time continuou cometendo erros e parando no compacto bloqueio polonês, e com os adversários mais relaxados e os brasileiros tensos, a Polônia abriu 24 a 18. Bernardinho colocou Wallace no lugar de Bruno visando o bloqueio, contudo a desvantagem era grande, e a Polônia fechou a segunda parcial: 25 a 18.

No 3º set a Polônia aproveitando-se do bom resultado anterior iniciou melhor a parcial, contudo com Sidão no saque, marcando dois pontos seguidos no fundamento, o placar voltou a favorecer o lado brasileiro, virando 5 a 3, e com um bloqueio de Bruninho sobre de Bartman, o time de Bernardinho conquistava 9 a 4. A superioridade brasileira prosseguiu, e com o time efetuando bloqueios eficientes e a Polônia acuada, o técnico Anastasi teve que parar a partida e realizar substituições quando o placar apontava 18 a 11. Mas as trocas no time polonês não impediram que o Brasil, em um ace do levantador Bruninho, fechasse a terceira parcial com incríveis 25 a 16.


O 4º set começou com uma troca de pontos de erros entre ambas as seleções, com o Brasil errando especialmente no saque, o que permitiu a Polônia abrir 8 a 6 na primeira parada técnica. Após as reclamações de Bernardinho pedindo regularidade ao time, o Brasil contornou a situação e passou a frente: 13 a 11. Andrea Anastasi pediu tempo, ainda assim nem as boas atuações de Kurek impediram que a Seleção Brasileira fosse para o 2º tempo técnico com 16 a 14. Mas o bloqueio polonês novamente voltou a funcionar, e munido desse fundamento os adversários empataram o jogo: 19 a 19, forçando Bernardinho a pedir tempo para amenizar a reação da Polônia. E em um bloqueio de Murilo, o Brasil finalizou o 4º set, 26 a 24, ganhando a partida por 3 sets a 1. Com essa vitória o Brasil garante a liderança do Grupo A da Liga Mundial.

O oposto Theo foi o maior pontuador com 20 acertos, mostrando-se um ótimo substítuto para o lesionado Leandro Vissotto. Sidão, que foi outro destaque em quadra do lado brasileiro, agradeceu a boa iniciativa de Bernardinho.

- Hoje pude jogar e procurei fazer o meu melhor. Tenho um acerto de bola muito bom com o Bruno e o Marlon e isso me facilita muito no ataque. O saque também começou a melhorar. Tive um pouco de dificuldades no bloqueio, mas no final consegui pontuar - disse o central, que marcou 13 acertos.

2º Jogo

A torcida da Polônia não se abateu com a derrota no dia anterior, comparecendo em peso ao ginásio Spodek. Bernardinho modificou o time, voltando com Giba, Rodrigão e colocando Marlon como levantador titular, e podendo dar descanso a Murilo, que foi muito marcado pelos adversários no jogo de quarta-feira. No início do 1º set vários erros brasileiros, especialmente no saque, porém à medida que o time se entrosava, o Brasil encostou no placar; ainda assim a Polônia foi para o 1º tempo técnico com 8 a 7. Todavia o ritmo do jogo mudou a partir desse ponto: mais motivados, a Seleção Brasileira passou a frente e ampliou sua vantagem em um ataque de Dante, 14 a 10, vantagem essa que aumentou gradativamente. Em um ace de Giba, a Seleção Brasileira fecha o set com facilidade: 25 a 17.

O 2º set começou com um disputado rali, destaque para um dificílimo levantamento de Marlon, que acabou como ponto o Brasil. Com Giba no saque, a seleção verde-amarela abriu uma vantagem de 5 a 1, e o técnico Anastasi, após chamar atenção dos seus jogadores para o ponteiro, pode ficar menos preocupado, pois Giba sentiu dores no pescoço e teve que ser substituído por João Paulo Bravo. Para a infelicidade do adversário, o volume de jogo brasileiro prosseguiu alto, e o time de Bernardinho foi para o 1º tempo técnico com 8 a 4, conquistando uma vantagem ainda maior na segunda parada obrigatória: 16 a 9. Dante visivelmente sentia-se mais confortável em quadra que no jogo anterior, e junto a Theo foram fundamentais no ataque brasileiro. Unindo os erros da Polônia com um jogo consistente, a Seleção Brasileira venceu a segunda parcial também: 25 a 14, em um ataque de Theo.

Mudanças no time brasileiro para a terceira parcial: recuperado, Giba voltou à quadra no lugar de Dante. Após dois sets arrasadores, a Polônia necessitava de mudanças para reverter o resultado, e iniciaram o 3º set disputando ponto a ponto com os brasileiros, e em um erro de saque de Theo, a Polônia foi para o 1º tempo técnico com 8 a 6. Concentrada e atacando bem, a Seleção Brasileira passou os poloneses no placar, e com o capitão brasileiro no saque, a vantagem da seleção verde-amarela amplia em 3 pontos. Anastasi pede tempo para quebrar a seqüência de Giba, e a Polônia roda em quadra após um ponto de Kurek. Aproveitando-se dos erros adversários e com um ataque eficaz, o Brasil fechou o set por 25 a 21 em um ataque de Giba, ganhando a segunda partida de volta contra a Polônia por 3 sets a 0.

26 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Estados Unidos (Jogo de Volta)

Photobucket

No segundo jogo válido pela Liga Mundial, o Brasil encarou os Estados Unidos novamente no ginásio Reynolds Center, em Tulsa, contudo a temática do jogo foi bem diferente da partida de sexta-feira.

Sem Leandro Vissotto entre os convocados (o oposto sentiu desconfortos na virilha esquerda no jogo passado), Bernardinho iniciou a partida com Theo no lugar de Vissotto, que está realizando tratamento para se recuperar do edema constatado em sua coxa. Wallace terá uma nova chance na equipe, pois foi chamado por Bernardinho para ocupar a vaga de Vissotto nos próximos jogos contra a Polônia.

Giba iniciou o 1º set sacando bem, e em sua passagem no fundamento o ponteiro ajudou o Brasil a abrir 3 a 1 contra os norte-americanos. O saque de ambas as seleções estava constante, fazendo com que a disputa fosse ponto a ponto até o 1º tempo técnico: 8 a 6 para o Brasil. Até que o bloqueio estadunidense não deixou Giba executar seu jogo, marcando firmemente o ponteiro, e numa seqüência de bolas suas que resvalaram nas mãos dos norte-americanos, os Estados Unidos passou a frente: 11 a 10, e com os saques mortais de Stanley ampliou sua vantagem. Bernardinho pediu tempo para tentar diminuir o placar de 16 a 13, fez a inversão 5-1, colocando Dante e Marlon no lugar de Theo e Bruninho, procurando aumentar a altura do bloqueio, mas os estadunidenses continuaram virando as bolas e ganharam a primeira parcial: 25 a 20.

Photobucket

Logo no segundo ponto da segunda parcial um rali espetacular, com destaque para as defesas do líbero Serginho. A arbitragem começou a cometer alguns erros, provocando a indignação dos brasileiros, e nesse decorrer os EUA passaram na frente: 15 a 13. Bernardinho pediu tempo para acalmar seus jogadores, especialmente o capitão Giba que reclamava muito com o árbitro. O volume do jogo foi ficando cada vez mais tenso, com a arbitragem prejudicando a Seleção Brasileira, e em um ataque de Millar os norte-americanos fecham o segundo set: 25 a 23.

O 3º set iniciou com a velha catimba norte-americana, que buscou aproveitar-se de sua vantagem para desestabilizar o Brasil. Porém o time de Bernardinho manteve-se centrado e foi para o 1º tempo técnico com 8 a 4 no placar. Os adversários se aproximaram, mas ainda assim no decorrer da parcial seguiu o Brasil com vantagem. Com o capitão Giba muito marcado, pela defesa estadunidense, Bernardinho colocou Dante em quadra, e logo após Thiago Alves e Marlon quando o placar apontava 19 a 20. A movimentação em quadra surtiu efeito com o Brasil conquistando seu primeiro set em um saque de Bruninho: 25 a 22.

Para o 4º set Bernardinho retornou com o time inicial. Brasil e Estados Unidos mantiveram um equilíbrio até o 1º tempo técnico, depois os americanos dispararam na dianteira, abrindo 3 pontos de vantagem no 2º tempo técnico: 16 a 13. Em um ataque de Giba, que explorou o bloqueio adversário mandando para fora, o Brasil empatou o jogo: 16 a 16. Os norte-americanos contornaram a situação, passando a frente, forçando Bernardinho a pedir tempo. O técnico brasileiro fez mudanças no time, os brasileiros aproximaram-se no placar, ainda assim não foi um impedimento para os estadunidenses fecharem o set por 25 a 23, e ganhar a partida por 3 sets a 1. Tudo empatado nos confrontos entre Brasil e Estados Unidos pela Liga Mundial, duas vitórias para cada lado, entretanto a Seleção Brasileira segue na dianteira na classificação do Grupo A, com 24 pontos, contra 18 dos norte-americanos.

Após a partida o levantador Bruninho analisou o bloqueio e a defesa brasileira, apontando os dois fundamentos como os mais defeituosos na Seleção Brasileira, dificultando o contra-ataque do time comandando por Bernardinho.

"-Começamos o jogo mal e, contra um time forte, fica difícil buscar o resultado. Fomos bem neste sentido, conseguimos jogar de igual para igual e tivemos oportunidades de chegar à vitória. Perder nunca é bom e não estamos acostumados com isso. O que temos a fazer agora é buscar o lado positivo de um resultado ruim, que é sempre ver onde podemos melhorar e aprender com o que fizemos de errado" finalizou o levantador.

25 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Estados Unidos

Photobucket

Jogar no país adversário sempre é uma dificuldade adicional aos atletas, contudo na casa do atual campeão olímpico, ainda mais vindo de uma derrota para o mesmo, aumenta ainda mais a tensão. Mas esses fatores não intimidaram a Seleção Brasileira de vôlei, que enfrentou os Estados Unidos nessa sexta-feira (24/06), no primeiro de dois jogos a serem realizados em Tulsa, ginásio Reynolds Center, em terreno norte-americano.

Após uma satisfatória seqüência de partidas em território nacional (a Seleção comandada por Bernardinho venceu 5 de 6 disputas), o Brasil iniciou o jogo contra os Estados Unidos focado em conquistar uma vaga para a fase final da Liga Mundial 2011.

Os americanos iniciaram o 1º set mais relaxados e logo abriram 3 a 1, porém com o experiente Giba no saque o Brasil conseguiu passar a frente no placar. E algo que parecia que iria desestabilizar a Seleção Brasileira acabou sendo um acaso benéfico: logo após os brasileiros virarem o jogo, o oposto Leandro Vissotto sentiu uma fisgada na virilha esquerda, e para se poupar teve que ser substituído por Theo, que teve uma ótima atuação na partida dessa sexta-feira. Giba parecia estar se irritando com os atletas estadunidenses, o que para a sorte dos brasileiros resultou em boas jogadas do ponteiro, e justamente em um ataque feroz seu o Brasil foi para o 1º tempo técnico com 8 a 6. A vantagem brasileira permaneceu até a passagem do jogador norte-americano Stanley no saque, que permitiu o empate para o time da casa. E novamente as habilidades no saque fizeram a diferença, mas dessa vez no lado brasileiro, com Bruninho, e após duas defesas espetaculares de Giba, o Brasil fechou o 1º set: 25 a 21.

Photobucket

A segunda parcial foi marcada por oscilações do time de Bernardinho. A principio o Brasil deslanchou na frente com Theo no saque, conseguindo emplacar 4 a 0 contra os estadunidenses. Mas a reação dos EUA não tardou a acontecer, 4 a 4 no placar, e tudo igual em Tulsa. Os brasileiros voltaram a conseguir um alívio na pontuação com a passagem de Lucão no saque, quebrando a recepção norte-americana, e forçando o técnico Alan Knipe a pedir tempo técnico para diminuir o placar de 11 a 5. Mas a parada estratégica não possibilitou a virada, e com uma bola fora de Stanley a Seleção Brasileira fechou o 2º set: 25 a 20.

Em um início de set mais acirrado que os anteriores, o 1º tempo técnico do 3º set demonstrava a disputa ponto a ponto: 8 a 7 para o Brasil. O equilíbrio entre seleções permaneceu no decorrer da parcial, até que os Estados Unidos abriram 3 pontos de vantagem: 13 a 10. Bernardinho pediu tempo, quebrou a boa seqüência norte-americana, todavia contínuos erros brasileiros cederam oportunidades para os Estados Unidos. O placar apontava 18 a 13, Bernardinho colocou em quadra o estreante na Liga Mundial, Dante, e Marlon, entretanto imperou a garra dos norte-americanos que finalizaram o set em 25 a 21.

O 4º set manteve-se equilibrado como o anterior. Um disputadíssimo rali, com ótimas defesas de ambas as equipes, terminou como ponto para o Brasil: 10 a 7. A partir dessa vantagem o time de Bernardinho avançou no placar com certa facilidade, aproveitando-se dos erros e nervosismo adversário, e encerrou a quarta parcial com um ponto de bloqueio, 25 a 19, vitória do Brasil por 3 sets a 1. O oposto Theo foi o maior pontuador da partida, com incríveis 24 acertos.

Com essa vitória falta somente um ponto para o Brasil garantir sua classificação na fase final da Liga Mundial; além da segunda partida contra os norte-americanos, a Seleção Brasileira ainda tem dois jogos contra os poloneses, na Polônia, e só precisa vencer dois sets para conseguir a tão desejada vaga.

20 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Porto Rico (19/06)

paginavolei1

Para ler o texto em formato de "revista", é só clicar na foto ao lado, se não segue o mesmo texto abaixo.






Um jogo sereno, um Porto Rico desistente, e um técnico com a difícil tarefa de cortar 3 jogadores de sua convocação. Essa foi a essência do segundo jogo entre Brasil e Porto Rico realizado nesse domingo (19/06), novamente no ginásio Ibirapuera, pelo Grupo A da Liga Mundial de vôlei.

Photobucket

Despedindo-se dos jogos em território brasileiro e seguindo viagem para os Estados Unidos, a Seleção Brasileira entrou em quadra com a obrigação de vencer essa partida para ter tranquilidade fora de casa, e garantir uma vaga para a fase final da competição. Contudo antes de pisar na Terra do Tio Sam, o técnico Bernardinho precisava diminuir o grupo, e os jogadores dispensados para os dois confrontos contra os Estados Unidos foram o oposto Wallace, o ponteiro João Paulo Tavares e o central Éder, esse último havia sido convocado posteriormente após a contusão de Gustavo.

No 1º set Bernardinho começou testando Sidão no lugar de Rodrigão, e um aguerrido time brasileiro abriu vantagem desde os primeiros pontos. O saque foi novamente um diferencial para o Brasil, que impôs seu ritmo de jogo aproveitando esse fundamento e os contra-ataques. Assim, a Seleção Brasileira fechou o set por incríveis 25 a 10.

Porto Rico parecia que tentaria, pelo menos, “roubar” um set do time da casa, e a 2º parcial começou com os atletas porto-riquenhos mais animados e entregues a partida. Apesar do time brasileiro prosseguir melhor no decorrer do set, quando o placar apontava 14 a 10 a Seleção de Porto Rico, com uma boa atuação do jogador Rivera no saque, encostou deixando tudo empatado: 15 a 15. Bernardinho teve que pedir tempo técnico para reorganizar o time. E os conselhos do experiente técnico surtiram efeito, com o Brasil contornando a situação e ganhando novamente o set, dessa vez por 25 a 20.

Photobucket
(Imagens: Terra, CBV e Vipcomm)

Com a tarefa de testar seus jogadores para as próximas partidas fora do Brasil, Bernardinho mudou a base do time inicial no 3º set: colocou Marlon, Theo e João Paulo Bravo no lugar do levantador Bruninho, Vissotto e Giba. A principio a nova formação não se encontrou em quadra, e Porto Rico virou o jogo, indo para o 1º tempo técnico com 8 a 6.

Contudo os jogadores brasileiros estão acostumados a reverter resultados adversos, e com habilidade passaram a frente do placar. Bernardinho realizou novas mudanças, colocando Thiago Alves e Rodrigão no lugar de Murilo e Lucão, e a Seleção Brasileira encerrou o 3º set com 25 a 20, ganhando a partida por 3 sets a 0. Giba foi o maior pontuador do confronto, com 11 acertos.

18 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Porto Rico (18/06)

Photobucket

Ainda amargado pela derrota contra os Estados Unidos no domingo anterior, o Brasil iniciou a disputa desse sábado (18/06) pressionado e tenso, precisando aprimorar a desenvoltura do grupo e adquirir confiança novamente. E o adversário era o ideal para ajudar na recuperação brasileira: o lanterninha do Grupo A, Porto Rico, que não venceu ainda nenhum jogo na Liga Mundial 2011.

A Seleção de Porto Rico não se intimidou com a torcida brasileira que compareceu em peso no ginásio Ibirapuera, em São Paulo (ao todo quase 11 mil torcedores assistiram o jogo), e iniciou sua atuação no primeiro set demonstrando que partia para o tudo ou nada. Sendo um time majoritariamente amador, e que dificilmente passará para a fase final da competição, os porto-riquenhos arriscaram contra a Seleção Brasileira, que começou o jogo desatento e cometendo erros principalmente no setor defensivo. Como resultado, Porto Rico saiu na frente com 8 a 6 no 1º tempo técnico. O decorrer do set foi equilibrado, com o Brasil errando muito nos saques e contra-ataques, e Porto Rico surpreendendo pela regularidade. No finalzinho da parcial os brasileiros se animaram e, com boas atuações de Giba, fecharam o set por 25 a 20.

Photobucket
(Imagens: CBV e Terra)

O treinamento pesado que o técnico Bernardinho comandou durante a semana começou a surtir efeito mesmo no 2º set. Com novo vigor, o Brasil logo abriu 8 a 3 no 1º tempo técnico, e a vantagem prosseguiu aumentando. Com Lucão inspirado pontuando no ataque, e os jogadores forçando mais nos saques, e infernizando a recepção dos porto-riquenhos, a Seleção Brasileira fechou o 2º set com larga folga, em um ataque de Murilo: 25 a 10, sendo essa parcial a com maior diferença de pontos em toda a Liga Mundial.

Porto Rico não se abateu pela má atuação no set anterior, e no 3º voltou com uma força de vontade semelhante a que ajudou a equipe a fazer um 1º set tão impressionante. Contudo a boa fase do Brasil prosseguiu, e na pausa para o 1º tempo técnico a Seleção Brasileira estava com 8 a 5 no placar. A vantagem de 16 a 11 do Brasil diminuiu no final do set, e em lapsos de desconcentração, Porto Rico empatou: 19 a 19. Bernardinho tirou Bruninho e Vissotto, colocando Theo e Marlon no saque. Em um ataque de Giba o Brasil encerrou a partida por 3 sets a 0, a sendo última parcial 25 a 23. Lucão e Murilo foram os maiores pontuadores da partida, com 12 pontos cada um.

Photobucket
(Foto um pouco fora do contexto, mas eu não poderia deixar de postar ela aqui)

12 de junho de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Estados Unidos (11 e 12/06)

Aquele esquema maroto, se alguém quiser ler esse texto em formato de "revista" clique AQUI, se não...

Photobucket

1º jogo - 11/06

Com um inevitável sentimento de revanche, a Seleção Brasileira encarou os Estados Unidos pela Liga Mundial nesse sábado (11/06), no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. Buscando entrosar mais o time, o técnico Bernardinho teve importantes baixas para essa partida: o meio de rede Gustavo está fora da competição após sofrer uma fratura no pé esquerdo durante um treinamento. Os ponteiros Giba e Dante também estavam ausentes, o primeiro por compromissos com patrocinadores e o segundo por sentir dores físicas.

Logo no início do set a seleção norte-americana encaixou um ótimo saque, dificultando a recepção e ataque brasileiro, como conseqüência os Estados Unidos foram para o 1º tempo técnico com 8 a 4 no placar. O elencobrasileiro sofreu com a força do time adversário, chegando a perder por 5 a 13. Bernardinho mexeu no time, procurou aumentar o bloqueio com 3 jogadores na rede, contudo o time comandado por Alan Knipe prosseguiu com considerável vantagem. Após vários erros de saque, muitos ataques que pararam no bloqueio norte-americano, e uma pressão constante, a Seleção dos Estados Unidos venceu os brasileiros com a larga margem de 25 a 19.

No 2º set o jogo adversário foi dificultado por um Brasil mais vigoroso, e o decorrer do set foi uma disputa ponto a ponto, com destaque principalmente para a linha defensiva de ambas as seleções, que impossibilitou qualquer um dos times a conseguir uma vantagem expressiva.

O levantador Marlon no saque conseguiu dois aces consecutivos para o Brasil, e em um ponto de ataque, onde Murilo e Thiago Alves foram juntos na mesma bola, a Seleção Brasileira fechou o set em 25 a 21.

O 3º set iniciou com uma disputada bola, que acabou como um ponto de segunda do levantador Bruninho. Em uma seqüência de erros e desatenção dos Estados Unidos, o Brasil abriu 16 a 12 no placar, e essa vantagem permaneceu ao longo da parcial, possibilitando uma vitória por 25 a 19, com atuações ótimas do Sidão nos últimos pontos, que entrou no jogo no lugar de Lucão.

Com um bom saque e constante bloqueio, o Brasil iniciou o 4º set abrindo 8 a 3; logo a Seleção Brasileira conquistou 6 pontos a frente no placar. Com tal desvantagem, Alan Knipe pediu tempo técnico para arrumar o time, que voltou mais concentrado no jogo, encostando em 9 a 12, demonstrando reação. O levantador Suxho entrou no time norte-americano procurando ajudar a diminuir a vantagem brasileira, contudo nossa Seleção demonstrou toda sua habilidade nos pontos finais, efetuando incríveis e usufruindo da pressão imposta sob a equipe adversária. Como resultado venceu por 25 a 21, fechando o set e o jogo em um ataque vindo da linha de trás do ponteiro Murilo, dando para a torcida brasileira aquela revanche que estava entalada na garganta desde o ouro que eles ganharam do Brasil em 2008.

2º jogo - 12/06

Photobucket

Uma batalha de nervos, onde o habilidade de ambas as seleções e a força de vontade foram os protagonistas. Assim foi o segundo jogo entre Brasil e Estados Unidos pela Liga Mundial de Vôlei, realizado nesse domingo (12/06) novamente no Mineirinho, em meio a torcida amarela que lotava as arquibancadas do ginásio.

Os EUA iniciaram o 1º set melhor, e com o oposto Stanley no saque, considerado um dos melhores jogadores do mundo no fundamento, e um bloqueio novamente bem armado, a Seleção norte-americana abriu 13 a 8 no placar. O técnico Bernardinho mudou o time colocando Wallace e Marlon no lugar de Vissotto e Bruninho, aumentando a altura dos jogadores na rede para efetuar o bloqueio. Wallace entrou bem no jogo, contudo os estadunidenses cometeram poucos erros no decorrer do set e venceram o mesmo por 25 a 21.

O 2º set foi dominado pelos Estados Unidos desde o princípio, assim a equipe comandada pelo técnico Alan Knipe foi para o 1º tempo técnico com 8 pontos a 4 em relação ao Brasil. Bernardinho voltou a colocar em quadra Wallace e Marlon, buscando mudar o ritmo de jogo brasileiro. E após muitos “puxões de orelha” do técnico, o Brasil engrenou uma reação, buscando ponto a ponto diminuir a desvantagem no placar. Apesar da garra brasileira, que conseguiu se aproximar do placar no final, o set novamente foi vencido pelos americanos: 25 a 22.

Em busca de uma mudança na temática do jogo, o Brasil foi o 3º set obrigatoriamente precisando vencer. E assim aconteceu: no decorrer do set a Seleção Brasileira manteve vantagem no placar, e com Sidão jogando bem, um Murilo inspirado, e Marlon efetuando levantamentos precisos, o Brasil fechou o set em 25 a 16, em um ponto de bloqueio do central Sidão.

O 4º set iniciou com defesas difíceis do Brasil, inclusive uma de pé do meio de rede Rodrigão que acabou como ponto de Murilo. Indo para o 1º tempo técnico com 8 a 6, a Seleção Brasileira buscava ganhar mais esse set para forçar o tie-break.

O placar manteve-se equilibrado até que os Estados Unidos passaram a frente com 3 pontos, fazendo 17 a 15. Bernardinho voltou com Bruninho e o oposto Theo no lugar do levantador Marlon e do oposto Wallace; a troca surtiu efeito e a Seleção Brasileira empatou o jogo, virando-o conseguinte em 20 a 19. Contudo os norte-americanos não se abateram e viraram o jogo, ganhando o set por 26 a 24 e encerrando essa segunda partida por 3 sets a 1.

7 de junho de 2011

Liga Mundial 2011 - Brasil vs Polônia (05/06)

Esse texto e o artigo passado sobre o 1º jogo do Brasil contra a Polônia estão nesse link em formato de "revista", caso alguém queira ver clique aqui, se der algum problema para visualizar o link favor me avisar.

Photobucket

O segundo jogo da Seleção Brasileira contra a Polônia foi realizado no domingo (05/06), também no ginásio Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e foi ainda mais acirrado que a primeira disputa entra ambas seleções. O bloqueio polonês prosseguiu como um diferencial na partida, contudo o saque brasileiro estava melhor que no jogo de sábado.

As mudanças feitas pelo técnico Bernardinho (entrando Murilo e Gustavo por João Paulo Bravo e Rodrigão) deram novo vigor ao Brasil, que iniciou um 1º set de forma compenetrada. A Polônia fechou-se no centro de rede com bloqueios triplos, forçando o Brasil a jogar pelos extremos, acionando principalmente Giba e Leandro Vissotto. Em dado momento o jogador Wallace entrou na partida, e fez seu primeiro ponto com a camisa amarela, empatando o jogo em 21 a 21. Imperando a experiência do time brasileiro, e com um ponto de bloqueio de Giba e Lucão, a Seleção fechou o set, em 28 a 26.

No 2° set o Brasil começou com vantagem, contudo uma seqüência sua de erros fez a Polônia passar no placar. E a vantagem dos poloneses só aumentou: com erros seguidos da Seleção Brasileira e munidos de um incrível bloqueio, a Polônia abriu 3 pontos de vantagem, e conseguiu fechar o 2º set com 25 a 23.

O 3º set iniciou em uma disputa ponto a ponto, e apenas com Murilo no saque que o Brasil teve a possibilidade de fazer 11 pontos a 8, respirando pela primeira vez no set com alívio, e conseguindo manter uma vantagem de 5 pontos de diferença. Porém uma guerreira Polônia, com atuações incríveis do ponteiro Kurek, encostou no placar até ultrapassar o Brasil, fazendo 17 a 16. Bernardinho mexeu no time, colocou Wallace e Gustavo novamente e o levantador Marlon no lugar de Bruninho. A inversão surtiu efeito, com o Brasil ganhando o set por 26 a 24, finalizado em um erro de saque da Polônia.

No quarto set a Seleção Brasileira abriu 6 a 2, sendo 3 pontos apenas de Murilo. Um Wallace inspirado ajudou a Seleção a abrir vantagem no placar, contudo novamente a Polônia demonstrou garra e empatou em 18 a 18. Depois de muita dificuldade e esforço, o Brasil conseguiu finalizar o set em 25 a 23, vencendo a partida e mantendo-se invicto no Grupo A da Liga Mundial.

4 de junho de 2011

Liga Mundial 2011 - Brasil vs Polônia (04/06)


Já classificada para a fase final da Liga Mundial, por ser o país-sede da competição, e encarando um Maracanãzinho lotado, a Polônia na manhã desse sábado entrou com a tarefa de, ao menos, fazer uma partida disputada contra o Brasil. E conseguiram, ainda que por 3 sets a 0, os poloneses começaram marcando bem o capitão da Seleção, Giba, dificultando seu jogo pelas diagonais com um fantástico bloqueio que funcionou em grande parte do jogo.

Porém a Seleção Brasileira não é feita de apenas uma estrela, e no primeiro set Leandro Vissotto demonstrou isso, chamando a responsabilidade para si ao pontuar, especialmente nos contra-ataques, fazendo o levantador Bruno Rezende explorar seu bom momento na partida, levantando as bolas para o oposto. A Polônia se manteve na frente a maior parte do 1º set, mas o Brasil não é o país mais vitorioso do vôlei por nada, e com uma força de vontade única de campeão, nossa Seleção conseguiu finalizar o set a seu favor, fazendo 25 a 23.

No segundo set as dificuldades apresentadas no primeiro foram parecidas: a Seleção Polonesa prosseguiu com seu bloqueio bem armado, e na primeira parada técnica a Polônia abria 8 pontos a 3. Mas logo a experiência e habilidade de Giba brilhou, sendo um dos principais fatores que incentivou o Brasil a diminuir a diferença de pontos, empatando em 19 a 19, possibilitando a vitória do 2º set por 26 a 24.

O terceiro set iniciou com uma bola de segunda do levantador Bruninho, animando a torcida que lotava o Maracanãzinho, e exemplificando a nova mentalidade adotada pela Seleção Brasileira, que chegou a abrir quatro pontos de diferença em dado momento, com 19 a 15. Com defesas incríveis do líbero Serginho, alguns erros dos atletas poloneses e um rali de tirar o fôlego (que acabou como ponto para Polônia) o Brasil ganhou o set fechando 25 a 21, permanecendo invicto no Grupo A da Liga Mundial e sem perder nenhum set. Vissotto, carioca e cuja família estava toda o prestigiando no ginásio, foi o maior pontuador da partida, com 18 pontos.

@wallace0018: Wallace usou o Twitter para brincar com seus seguidores falando sobre um acontecimento engraçado durante a partida, em que o atleta quase entrou em quadra vestindo o agasalho da Seleção.
Photobucket

@Rodrigao14: Rodrigão esbanjou gentileza ao agradecer seus seguidores pela torcida

Photobucket


@brunorezende1: Bruninho, que já chorou de emoção ao ouvir o Hino Nacional tocar no pódio, expressou sua ansiedade para o jogo desse sábado no Maracanãzinho.
Photobucket

2 de junho de 2011

Liga Mundial 2011 - Preparativos para o decacampeonato.

paginavolei1
P.S: Caso alguém queira ler esse texto em formato de "revista" fajuta e desprovida de qualidade, clique na imagem ao lado, ao menos tem umas fotinhos pra acompanhar. Se não segue o mesmo texto abaixo.








São nove títulos na Liga Mundial de Vôlei, sendo oito dessas conquistas ocorridas em apenas 10 anos, tempo esse que foi uma verdadeira fase de ouro para o voleibol masculino, a “Era Bernardinho”, o período mais vitorioso do vôlei nacional. No decorrer desses 10 anos o Brasil transformou-se em potência mundial do esporte, desbancando gigantes do vôlei como a Itália e a Rússia. E no dia 27 de maio a Seleção Masculina iniciou sua trajetória na edição de 2011 dessa competição, buscando seu décimo título, e rumo a uma hegemonia absoluta na Liga Mundial, ultrapassando de vez a Seleção Italiana, que conta com oito vitórias.

O elenco para a Liga Mundial desse ano já começou com algumas surpresas, como o retorno do meio de rede Gustavo Endres (aposentado da Seleção desde 2008) e a volta do líbero Serginho, afastado do time desde o ano passado por problemas físicos. O ponteiro João Paulo Bravo é a principal novidade da amarelina: o atleta de 31 anos nunca participou da Liga Mundial, e junto ao oposto Wallace, também novato, é uma das peças novas no elenco que buscará ao longo do mês de junho e julho o decacampeonato nessa competição.

Contudo, mesmo com tantos retornos e aquisições importantes, a Seleção Brasileira sofreu uma importante baixa dias antes da Liga Mundial começar: o ponteiro Murilo Endres, escolhido melhor jogador do mundo ano passado, teve dispensa por problemas particulares. Outro desfalque, porém previsto, é o ponteiro Dante, que estava de férias após o fim do campeonato russo, onde atuava até temporada passada, e por isso pode não atingir a forma física necessária para atuar logo nas primeiras partidas da Liga Mundial.

28 de maio de 2011

Liga Mundial: Brasil vs Porto Rico

Photobucket
(Photo: FIVB)

Brasil VS Porto Rico (27/05)

A Seleção Brasileira começou sua trajetória na Liga Mundial de Vôlei desse ano contra a Seleção de Porto Rico, e nossos “meninos” do vôlei ganharam por 3 sets a 0, dando um excelente pontapé inicial rumo ao décimo titulo no campeonato.

Em quadra a Seleção masculina teve um importante desfalque, Murilo Endres, atual melhor jogador do mundo, não pode estar presente no jogo. A também jogadora de vôlei, Jaqueline, sua esposa, infelizmente sofreu um aborto alguns dias antes da Liga Mundial começar, por isso Murilo deverá ser um desfalque ao menos nos próximos jogos do Brasil.

A campeoníssima Seleção comandada por Bernardinho entrou em quadra com uma formação já característica, com Bruninho, o capitão Giba, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, João Paulo Bravo (que entrou no lugar de Murilo) e o veterano líbero Serginho, principal novidade no jogo, voltando a Seleção após meses que esteve fora, cuidando de problemas na coluna.

Porto Rico ofereceu pouco perigo, e um entrosado Brasil, mesmo que com algumas mudanças do time que vinha atuando nos últimos jogos, impôs o respeito condizente com uma equipe tão vitoriosa. Bruno Rezende destacou-se por levantar bolas rápidas que ajudaram o time a projetar um ataque veloz e eficaz, concedendo poucos erros a Seleção porto-riquenha.

O capitão Giba foi o maior pontuador da partida, com 13 pontos, inclusive o último ponto foi seu em um bloqueio simples. Os sets foram 25 a 15, 25 a 19 e 25 a 16.


Brasil VS Porto Rico (28/05)

No segundo jogo contra Porto Rico a Seleção Brasileira entrou em quadra com uma formação diferente. Procurando dar descanso a alguns “titulares”, Bernardinho colocou em quadra Sidão, Théo, o capitão Giba, Gustavo, João Paulo Bravo, Marlon e o líbero Serginho. Como é de se esperar o time demonstrou certa falta de entrosamento, em consideração da presença dos reservas, contudo duas novidades do time mostraram a força do “banco” da nossa seleção: o meio de rede Gustavo e o oposto Théo, que entraram bem na partida, assim como João Paulo Bravo, que novamente fez um ótimo jogo.

Com um primeiro set marcado por erros de saques, o Brasil venceu com certa tranqüilidade, fazendo 25 a 19, encerrando a disputa com um ataque do paredão Gustavo. No segundo set o Brasil começou disperso e errando muito, conseqüência disso foi um set mais acirrado desde o inicio, onde Porto Rico conseguiu mostrar suas melhores qualidades e, principalmente, aproveitou os erros da Seleção Brasileira. O set terminou com 31 a 29 para o Brasil, após uma disputa ponto a ponto nos últimos minutos.

O terceiro set novamente iniciou de forma acirrada, Porto Rico em certo momento abriu 3 pontos de vantagem, contudo o Brasil cresceu no jogo e se recuperou, chegando a abrir 19 pontos contra 16 do adversário, mas a mesma zebra aconteceu e Porto Rico alcançou a Seleção Brasileira, empatando 21 a 21. Porém não é a toa que o Brasil é a melhor Seleção atualmente, e o final do set ficou 25 a 23, encerrando a partida por 3 sets a 0, e dando a liderança do Grupo A da Liga Mundial para nossa querida “amarelinha”.