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27 de outubro de 2011

Seleção masculina de vôlei e seu caminho para a final

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Em busca pelo quarto título Pan-Americano, a Seleção Brasileira Masculina enfrentou os Estados Unidos na última quarta-feira (26.10) em partida válida ainda pela fase de grupos. Os brasileiros sofreram um apagão no primeiro set, contudo tiveram maturidade para reagir e dominaram as outras três parciais, vencendo os norte-americanos por 3 sets a 1, parciais de 18/25, 25/17, 25/14 e 25/18. Com três vitórias em três disputas, a Seleção Brasileira terminou a fase de grupos como líder da chave B, garantindo sua classificação direta para as semifinais.

No mata-mata o adversário do Brasil foi um conhecido rival nosso nos esportes, os hermanos. Com um time jovem, contudo talentoso e que conseguiu derrotar os norte-americanos para classificar-se as semifinais, a Argentina entrou em quadra nesta sexta-feira (28.10) para enfrentar os brasileiros na disputa que valia uma vaga para nada menos que a decisão do vôlei masculino no Pan-Americano. O duelo entre os vizinhos sul-americanos foi acirrado e tenso, mas para a alegria dos torcedores brasileiros, a Seleção venceu a Argentina por 3 sets a 1, parciais de 26/28, 27/25, 25/22 e 25/15, tirando os hermanos da decisão e deixando-os disputarem a medalha de bronze.

Brasil x Estados Unidos

Como em uma boa disputa entre os norte-americanos e brasileiros, a partida já teve polêmicas logo no início, especialmente por conta da arbitragem. A Seleção Brasileira entrou em quadra com muita disposição, contudo exagerando na força, mandando saques e contra-ataques para fora, deixando os adversários liderando o placar por 8 a 5. E uma sequência de erros deixaram os Estados Unidos prosseguir a frente. Rubinho ingressou Wallace Martins e Murilo Radke em quadra tentando apostar no bloqueio que vinha falhando, e Bruninho encaixou dois bons saques que ajudou a Seleção Brasileira a encostar no marcador: 16 a 18. Mas os erros voltaram, e em um toque de rede norte-americano não apontado pela arbitragem, os brasileiros desestabilizaram; Bruninho recebeu cartão amarelo, e o primeiro set foi dos Estados Unidos: 25 a 18. Foram 6 erros de saque brasileiros contra 5 dos norte-americanos, e o ataque foi o grande vilão nesta parcial, de 26 tentativas somente 10 converteram em ponto para a Seleção Brasileira.

Vogel mandou um saque para fora e deu o primeiro ponto para os brasileiros no segundo set. Mais atento e com o bloqueio funcionando, a equipe verde e amarela conseguiu respirar mais tranquilamente, abrindo quatro pontos de vantagem, 8 a 4. Com Wallace Souza e Lipe aparecendo bem e a defesa parando os ataques adversário, o Brasil manteve a folga no marcador, e em um bloqueio de Gustavo fechou o set com larga vantagem: 25 a 17.

A equipe verde e amarela voltou muito atenta para a terceira parcial, e buscando controlar o ritmo do jogo desde o principio. O resultado foi um time norte-americano desnorteado em quadra, que se deparou com o ótimo saque brasileiro, como o de Wallace Martins, que na sua passagem pelo fundamento ajudou o Brasil a disparar no placar, e em uma invasão adversária, os brasileiros lideravam no primeiro tempo por 8 a 3. Wallace Martins afundou as chances de reação dos norte-americanos marcando o vigésimo quinto ponto, passeio verde e amarelo no terceiro set que terminou com 25 a 14.

Os Estados Unidos voltou para a quarta parcial mais animado, e disputando com afinco cada bola, proporcionando alguns interessantes ralis. Porém logo a boa técnica dos brasileiros começou a prevalecer com o saque dificultando a recepção norte-americana. Com a desvantagem aumentando, os Estados Unidos começaram a jogar em cima de Bruninho, impedindo seus levantamentos, contudo a tática não adiantou, o Brasil continuou com convertendo os pontos, forçando os norte-americanos a adotarem outra estratégia. Até que em um contra-ataque de Éder, a Seleção Brasileira finalizou a partida, 25 a 18..

Brasil x Argentina (semifinal)

O primeiro set iniciou com um ponto de ataque do capitão Sole. Em uma troca de erros de saque e bolas que pararam na rede, a Argentina levou vantagem e liderava na primeira parada técnica por 8 a 6. o saque brasileiro não estava ajudando a dificultar o jogo para os argentinos, que ampliaram a diferença no marcador para quatro pontos, fazendo o técnico Rubinho parar a partida. O tempo surtiu efeito e o Brasil voltou mais animado em quadra, com Thiago Alves aparecendo bem e "descendo o braço" e os jogadores conseguindo encaixar melhor o saque. O decorrer da parcial seguiu equilibrado, porém em uma bola de ataque de Wallace que parou na rede, a Argentina levou a melhor no começo do duelo: 28 a 26.

O início do segundo set foi equilibrado, com o saque brasileiro melhor tentando atrapalhar a ótima recepção argentina, que salvava inúmeras bolas difíceis. Em uma disputa tão acirrada, as habilidades individuais tinham que se destacar, como a de Gustavo, que na experiência deu uma largadinha pelo meio de rede para colocar o Brasil a frente: 8 a 7. Explorando as deficiências da Argentina, a Seleção Brasileira deslanchou no decorrer da parcial, abrindo 16 a 9, contudo os hermanos não desistiam fácil, e na passagem de Gonzalo Quiroga pelo saque a Argentina conseguiu diminuir a desvantagem. Pressionados, os brasileiros começaram a cometer erros básicos até que deixaram os adversários empatar com um ponto de bloqueio triplo: 22 a 22. E em um bloqueio também, mas para o alívio da torcida verde e amarela desta vez de Gustavo, o Brasil conquistou seu primeiro set: 27 a 25.

Com outro começo de parcial intensamente disputado entre as equipes, o terceiro set iniciou com o bloqueio de ambos os times funcionando e mantendo a bola no ar por mais tempo, além de vários erros de saque. Os brasileiros conseguiram se encontrar melhor em quadra e corrigir esses defeitos ao longo do set, e com Gustavo inspirado no final da parcial e chamando a responsabilidade para si, o Brasil fechou em 25 a 22.

Sabendo da importância do quarto set, os brasileiros voltaram a quadra mais atentos e dispostos a encerrar logo a disputa. Thiago Alves abriu o placar com uma bola vindo pelo fundo, sem dar chances para a defesa. O volume de jogo argentino não era mais o mesmo, e errando muito a Argentina deixou o Brasil abrir 8 a 4 na primeira parada técnica, e seguir ampliando esta vantagem, aproveitando-se de um saque forçado e da força de seus atacantes. A situação da Argentina seguiu piorando, até que em um ponto espetacular de defesa de Bruninho e um saque na rede, a Seleção Brasileira ganhou seu terceiro set, 25 a 15, conseguindo a vitória e carimbando sua ida para a decisão.

26 de outubro de 2011

Encontro de gigantes

A natação foi um dos destaques da campanha brasileira nesta edição dos Jogos Pan-Americanos. A modalidade contabilizou ao todo 24 medalhas, e teve como principal atração dois nadadores, Thiago Pereira e Cesar Cielo. O primeiro, apelidado de Mr. Pan por ser o atleta que mais conquistou vitórias na competição das Américas, em 2011 trouxe para o Brasil mais seis medalhas de ouro (400m medley, 200m medley, revezamento 4x100m medley, 200m costas, 100m costas e revezamento 4x100m livre). Cesar Cielo dispensa comentários, atualmente é dele o recorde nos 50m livre, tornando-o o homem mais rápido do mundo nas piscinas. Neste Pan, Cesão conquistou quatro medalhas de ouro (50m livre, 100m livre, 4x100m livre e 4x100m medley), teve 100% de aproveitamento no torneio.

O ex-nadador Fernando Scherer, nosso Xuxa, agora comentarista da Record, realizou uma entrevista muito bacana com o Mr. Pan e o Cesão para o quadro Gigantes da Água. O vídeo com os atletas exibindo o resultado de suas vitórias pode ser conferido abaixo.

E algumas fotos de Cielo e Thiago Pereira durante sua participação no Pan 2011, porque eu adoro fotos.
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25 de outubro de 2011

Brasil vence Porto Rico e alcança sua segunda vitória no Pan

A segunda partida pela fase de grupos da Seleção Brasileira Masculina de vôlei foi na tarde desta terça-feira, e com um adversário mais incomodo que o Cana dá, que na segunda-feira havia sido derrotado com facilidade pela equipe verde e amarela. Porto Rico, adversário deste segundo dia de competição, dificultou o jogo e, apesar da derrota, não foi um time muito inferior, pelo contrário, conseguiu desconcentrar os brasileiros em diversos momentos e manteve-se perigosamente próximo no marcador. Mas a experiência e técnica dos brasileiros prevaleceu, e o dia foi coroado com a segunda vitória da Seleção Brasileira por 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/14 e 25/18.
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(Imagens: Vipcomm)
Com uma ajudinha da rede, Bruninho abriu o placar com um ace. Os portorriquenhos iniciaram o set direcionando seus ataques para o capitão da Seleção, atrapalhando os levantamentos de Bruninho, que foi uma das peças chaves para o ótimo jogo brasileiro contra o Canadá no dia anterior. O placar manteve-se equilibrado, até que na passagem de Thiago Alves pelo saque a equipe verde e amarela abriu vantagem: 8 a 5. Porto Rico não conseguiu virar o marcador, mas também não facilitou o duelo, principalmente por causa de seu saque forçado; os brasileiros, por sua vez, não pareciam tão atentos a disputa, cometendo alguns erros básicos que poderiam ter sido convertidos em pontos e dado mais tranquilidade à equipe. Ainda assim, a Seleção conseguiu fechar o set por 25 a 22 em um ponto de bloqueio simples de Wallace Souza. O destaque da parcial foi o saque, ao todo foram seis erros de Porto Rico no fundamento e três do Brasil.

Rubinho começou a segunda parcial dando alguns "puxões de orelha" nos seus comandados. Nas desatenções brasileiras, Porto Rico abriu 3 a 1, mas em um bloqueio de Wallace Souza após um disputado rali, a equipe verde a amarela empatou a disputa. Com o placar igual, não foi difícil a Seleção Brasileira, com toda sua habilidade, virar e assumir a dianteira, abrindo quatro pontos de vantagem: 8 a 4. Porto Rico vinha realizando um bom jogo, descendo o braço no ataque e procurando encaixar seu bloqueio, contudo suas chances de conquistar um set foi barrada pelo excelente saque de Wallace Souza, que criou raízes na sua passagem pelo fundamento, deixando o Brasil abrir sua mais larga vantagem: 22 a 12. Em um erro de saque de Porto Rico, o Brasil finalizou: 25 a 14.

Um bloqueio triplo sobre Lipe deu o primeiro ponto do terceiro set para Porto Rico. Assim como na parcial anterior, os adversários começaram melhor a disputa, abrindo até três pontos de diferença, e pela primeira vez na partida foram para o primeiro tempo técnico liderando: 8 a 6. O Brasil reagiu, e em um erro de ataque de Ortiz empatou, virando o marcador a seu favor após pontuar com um bloqueio triplo : 10 a 9. Depois foi só administrar o jogo e aumentar esta vantagem, que era de 16 a 12 na segunda parada. Após um saque de Gustavo que dificultou totalmente a recepção portorriquenha, Éder apareceu para afundar a última bola da disputa, 25 a 18 e novamente 3 sets a 0.

Assim como na partida contra o Canadá, a coletividade do grupo foi fundamental para a vitória, como é possível ver nas estatísticas da partida. O maior pontuador pelo lado brasileiro foi Lipe, com 10 acertos, contudo logo atrás aparece Thiago Alves e Wallace de Souza com 8 pontos marcados cada um, demonstrando uma boa distribuição em quadra, e que todo o elenco está aparecendo bem para ajudar a conquistar está medalha de ouro. A próxima disputa da Seleção Brasileira será contra os Estados Unidos, nesta quarta-feira. Os norte-americanos perderam no tie-break para o Canadá na noite desta terça-feira, com estes resultados, o Brasil é o líder do Grupo B.

A agência de notícias Vipcomm disponibilizou um vídeo de entrevistas com os jogadores e assistente de Bernardinho, Rubinho.


24 de outubro de 2011

Passeio do Brasil sobre o Canadá marca a estreia do vôlei masculino

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Sem tantos gritos a beira da quadra, com um capitão diferente, uma equipe jovem, mas com o mesmo ímpeto vencedor que consagrou a Seleção Brasileira Masculina de vôlei. Sem Bernardinho no comando da equipe, a posição foi ocupada pelo seu assistente Rubinho, e com Bruno Rezende assumindo a posição de capitão, os meninos da Seleção Brasileira fizeram sua estreia no Pan-Americano nesta segunda-feira, e além de entrar na disputa buscando defender seu título conquistado no último Pan, no Rio de Janeiro em 2007, os meninos chegaram para a competição com a tarefa de “imitar” os outros brasileiros no vôlei e faturar também a medalha de ouro. Depois da Seleção Feminina e das duas duplas de vôlei de praia subirem ao lugar mais alto do pódio, a Seleção Masculina não desejaria menos do que repetir o feito e conquistar o bicampeonato.

Apesar do elenco brasileiro não ser o time usualmente convocado para as competições, a equipe verde e amarela desembarcou em Guadalajara com um grupo forte e proposto a não decepcionar sua torcida e honrar o bom momento do voleibol brasileiro. E em seu jogo de estreia contra o Canadá pelo Grupo B, os meninos da Seleção Brasileira corresponderam as expectativas e conquistaram sua primeira vitória com tranquilidade por 3 sets a 0, parciais de 25/17, 25/13 e 25/13.
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Com um saque forçado desde o início do jogo, os brasileiros cometeram dois erros no fundamento e deixaram o Canadá manter o marcador equilibrado, até que com Bruninho variando a distribuição das bolas e dificultando o bloqueio adversário, a Seleção abriu três pontos de vantagem e em um ataque de Éder foi para o primeiro tempo técnico liderando: 8 a 5. Com Lipe se destacando nos ataques pelas pontas (o jogador marcou 6 pontos na parcial), e os canadenses não conseguindo organizar seu jogo, o ponteiro Lipe em um ataque vindo pelo fundo finalizou o set: 25 a 17.

A tranquilidade na primeira parcial refletiu na segunda, que contou com Wallace Souza para inaugurar o marcador, e os brasileiros deslancharam no jogo, fazendo 8 a 3 na primeira parada e continuando com a folgada vantagem no placar, e em uma bola de segunda de Bruninho o Brasil foi para a segunda parada obrigatória liderando com facilidade: 16 a 6. O massacre verde e amarelo terminou em 25 a 13.

O Canadá abriu os primeiros dois pontos da terceira parcial, mas em um saque fora deu o primeiro para o Brasil. Um bloqueio triplo brasileiro sobre canadense Leiske empatou o jogo: 3 a 3. O placar seguiu acirrado no decorrer da parcial, com destaque para as boas atuações de Éder, que aparecia para pontuar bem tanto no bloqueio como atacando. Continuando com a estratégia de utilizar o saque forçado e reforçar a defesa, usando constantemente o bloqueio triplo, a Seleção Brasileira abriu seis pontos de vantagem na segunda parada: 16 a 10.

Apesar da folgada diferença, os brasileiros não diminuíram o ritmo de jogo, e lutavam por cada bola. Rubinho aproveitou para ingressar o levantador Murilo Radke e o ponteiro Renato no final do set, e em uma bola de Wallace Martins a Seleção Brasileira terminou a disputa com outro vistoso 25 a 13 e 3 sets a 0.

O central Éder foi o maior pontuador da partida pelo lado brasileiro com 17 acertos (segundo o site oficial do Pan), enquanto para o Canadá, Spencer Leiske ajudou sua equipe com 10 pontos. O Brasil enfrenta nesta terça-feira a Seleção de Porto Rico, enquanto o Canadá enfrenta os Estados Unidos pelo Grupo B.

22 de outubro de 2011

Reis da praia

O vôlei de praia brasileiro, assim como o de quadra, é considerado o melhor do mundo há alguns anos por inúmeros motivos, e nesta edição dos Jogos Pan-Americanos, as duplas que representaram o Brasil nesta modalidade honraram a tradição que vem se consolidando cada vez mais neste esporte e confirmaramo favoritismo ao conquistar, tanto no masculino como no feminino, a medalha de ouro.

A dupla feminina Juliana e Larissa foi a primeira a contabilizar mais uma vitória para o Brasil, e venceu as mexicanas na última sexta-feira (21.10). Em uma partida intensa e difícil, as brasileiras souberam controlar a pressão e reverter um placar desfavorável no terceiro set, que quase custou o ouro. E depois de um jogo tão complicado, o bicampeonato no Pan-Americano foi muito comemorado e exaltado pela dupla feminina.

Alison e Emanuel conquistaram sua medalha de ouro em uma disputa mais tranquila que as das mulheres. Enfrentando a dupla da Venezuela neste sábado (22.10), os brasileiros venceram o jogo sem encarar forte resistência dos adversários. É a primeira vez que Alison conquista uma vitória representando o país, enquanto Emanuel já tem uma larga experiência e um vitorioso currículo, sendo considerado o melhor jogador de vôlei de praia do mundo, e conquistando seu bicampeonato nesta edição do Pan-Americano.
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21 de outubro de 2011

Brasil tem sua revanche e vence Cuba na final do vôlei

Buscando escrever uma história diferente da final do vôlei feminino nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira entrou em quadra para defender as cores do país na noite desta última quinta-feira (20.10), e Cuba, algoz da equipe verde e amarela quatro anos atrás, foi a adversária nesta decisão cercada de rivalidade e superação dos dois times. O Brasil perdeu uma de suas principais jogadoras logo no início da competição, a ponteira Jaqueline, enquanto Cuba veio para o Pan-Americano com um elenco jovem e renovado, que procurava passar confiança para um dos países com mais tradição no voleibol. E em uma disputa que colocou frente a frente duas nações que já protagonizaram partidas importantes, nada menos que um jogaço poderia ser esperado, e a decisão no tie-break só aumentou ainda mais o nervosismo das jogadoras em quadra e dos torcedores que prestigiavam a partida.

Para a alegria dos brasileiros, a trajetória escrita em Guadalajara foi bem diferente da de 2007, e por 3 sets a 2, parciais de 25/15, 21/25, 25/21, 21/25 e 15/10, quem saiu com a medalha de ouro no pescoço foi a Seleção Brasileira, que pode comemorar um primeiro lugar que não vinha desde o Pan de 1999, em Winnipeg.
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(Seleção Brasileira comemorando o ouro no pódio, nas camisas as jogadoras escreveram mensagens para as famílias e de apoio a Jaqueline)

Uma bola de Cuba que parou na rede abriu o marcador para o Brasil. As cubanas cometeram diversos erros no inicio do primeiro set, deixando as brasileiras abrirem três pontos de vantagem com tranquilidade na passagem de Sheilla pelo saque, indo para 8 a 3. Duas bolas fora de Cuba e um ponto de bloqueio fez o técnico Juan Carlos Gala realizar modificações no time, que perdia por 11 a 3. Com a confortável vantagem, as brasileiras só administraram o jogo e controlaram os nervos para não cair na velha catimba das cubanas, que viram em um ataque de Mari suas esperanças de recuperar o set terminarem: 25 a 15.

As adversárias voltaram com mais “cara” de Cuba para a segunda parcial, forçando muito no saque e comandadas por Carcaces, as cubanas lideravam por 8 a 3 na primeira parada técnica. Na passagem de Dani Lins pelo saque o Brasil conseguiu diminuir a desvantagem para dois pontos, contudo a defesa cubana estava parando os ataques brasileiros, que empacava no bloqueio, fazendo com que as comandadas por Zé Roberto tivessem dificuldades em rodar em quadra. As brasileiras conseguiram correr atrás do placar, encostaram, mas em um ataque de Cleger, Cuba fechou sua primeira parcial: 25 a 21.

Paula Pequeno fez o primeiro ponto no terceiro set. E ao contrário dos anteriores, a parcial seguiu equilibrada, até que em dois erros de Cuba e um bloqueio de Thaísa, a Seleção Brasileira conseguiu abrir três pontos. E seguiu com vantagem, e quando parecia que Cuba não conseguiria recuperar, as brasileiras desconcentraram e cometeram erros, e com Carcases no saque, Cuba encostou no placar, fazendo 18 a 19. Zé Roberto mudou o time em quadra, ingressou Tandara e Fabiola, e com Sheilla mais atuante, as brasileiras reconquistaram sua vantagem, vencendo o terceiro set após um saque fora de Cuba: 25 a 21.

O começo da quarta parcial foi marcado por erros das duas equipes, o placar mantendo-se acirrado na primeira parada técnica: 8 a 6 para o Brasil. Alguns lances polêmicos da arbitragem esquentaram os ânimos das jogadoras, especialmente das brasileiras, que viram Cuba abrir 4 pontos de vantagem, 12 a 16, e encaminhar a decisão para o set desempate. E o decorrer da parcial foi um sufoco, com as cubanas abrindo até oito pontos de diferença, a Seleção buscou a reação e nos bons saques de Thaísa dificultou a recepção de Cuba, ainda assim a parcial foi das adversárias: 20 a 25, forçando o tie-break.

No set decisivo, Cuba invadiu e deu o primeiro ponto para o Brasil, e os dois times erraram seus saques, dando uma troca de pontos e deixando 4 a 3 para o Brasil. Um ataque de Sheilla fez 8 a 6 para o Brasil no placar e as equipes trocaram o lado da quadra. Em um ataque no fundo de Paula Pequeno, e um bola de Tandara que afundou após um disputado rali, o Brasil fechou o set: 15 a 10, encerrando a incrível disputa por 3 sets a 2. Merecida vitória para uma equipe que tomou sobre seus ombros a responsabilidade de conquistar esta esperada medalha de ouro, priorizando os talentos de todo o conjunto e superando as adversidades com uma aula de união e perseverança.

PhotobucketImagens: CBV e Vipcomm

20 de outubro de 2011

Por 3 sets a 0, Brasil garante vaga na final do vôlei feminino

Em partida válida pelas seminifinais do vôlei de quadra feminino, a Seleção Brasileira enfrentou na noite desta quarta-feira (19;10) a República Dominicana, time que havia dificultado para as brasileiras na estreia da equipe nos Jogos Pan-Americanos. Mas valia uma vaga para a decisão da competição, e se vencessem a equipe verde e amarela sabia que poderia ter sua revanche pela derrota no Pan do Rio, em 2007. Horas antes das brasileiras e dominicanas entrarem em quadra, Cuba havia derrotado os Estados Unidos por 3 sets a 1, carimbando seu passaporte para a final do vôlei feminino. Buscando encarar as cubanas novamente e conquistar sobre estas rivais a medalha de ouro, a Seleção Brasileira entrou em quadra focada e fez dois excelentes sets contra as dominicanas, e a vontade de vencer era tanta, que sequer um set onde as adversárias começaram na frente foi capaz de dificultar a vitória verde e amarela. 3 sets a 0 para o Brasil, que duela contra Cuba nesta quinta-feira.
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O primeiro set começou favorável para a Seleção Brasileira, que se manteve a frente no placar com uma atuação consistência de suas jogadoras, especialmente no setor defensivo. Após uma ótima defesa de Fabi, as brasileiras abriram 18 a 12, forçando o técnico da República Dominicana pedir tempo para diminuir o ritmo das adversárias. Mas não adiantou, e as brasileiras estavam atentas a partida até que abriram oito pontos de vantagem no marcador. Porém as dominicanas não iriam entregar a vitória com facilidade, e na passagem da jogadora Eve pelo saque, elas diminuíram a distancia para 4 pontos e aproveitaram-se de uma sequência de erros brasileiros. Mas em um ponto de bloqueio triplo as meninas comandadas por Zé Roberto finalizaram a primeira parcial: 25 a 19.

Um toque de rede das cubanas deu o primeiro ponto do segundo set para o Brasil. E em um início de parcial marcado por ralis muito disputados, repleto de grandes defesas, o Brasil levou a melhor e foi para a primeira parada técnica liderando: 8 a 2 após um ataque de Paula Pequeno. E a folgada vantagem prosseguiu, com a Seleção mantendo a concentração e com a oposto Sheilla se destacando nos pontos finais, não demorou para o time verde e amarelo fechar a parcial em um ataque forçado de Tandaral: 25 a 17.

A República Dominicana assustou no início do terceiro set, abrindo 3 a 0 e mostrando que buscaria a reação. Zé Roberto pediu tempo para tentar ajeitar o time, que na desvantagem passou a cometer erros e ajudar as dominicanas a abrir quatro pontos de vantagem na primeira parada do set. Mas as brasileiras despertaram, e fizeram quatro pontos seguidos, empatando a disputa: 8 a 8. Contudo o decorrer do set foi um sufoco, as dominicanas não desestabilizaram, começaram a provocar as brasileiras e mantiveram ao longo da parcial dois pontos de vantagem, até que em um bloqueio duplo o Brasil novamente conseguiu o empate: 18 a 18. Com a recuperação da equipe verde e amarela, as dominicanas sentiram o peso de disputar contra atletas vitoriosíssimas, começaram a errar, e então o ataque brasileiro cresceu, e em um ponto de Fernanda Garay e uma bola de Sheilla, que atacou de primeira após receber direto a defesa de um saque de Juciely, o Brasil fechou o set mais complicado: 25 a 23, e 3 sets a 0.

Imagens:VIPCOMM

19 de outubro de 2011

Duplas brasileiras de vôlei de praia no Pan

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Cuba até conseguiu vencer a dupla de vôlei de praia, Alisson e Emanuel, contudo a derrota na terça-feira (18.10) para os cubanos pareceu não abalar os brasileiros, que voltaram as areias nesta quarta-feira para encarar os jogadores da República Dominicana em Puerto Vallarta, em partida que valia classificação para as quartas de final do vôlei de praia nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

E se a zebra correu solta no dia anterior, Alisson e Emanuel não deram chances para que as improbabilidades, no caso ainda maiores em frente a um duelo do Brasil contra os dominicanos, acontecesse. Com confiança e 2 sets a 0, parciais arrasadoras de 21/13 e 21/12, a dupla verde e amarela avançou para a próxima etapa da competição e volta a jogar nesta quinta-feira (20.10) contra a dupla do Uruguai, Williman e Zanotta.
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Já a dupla brasileira feminina, Juliana e Larissa, conquistaram sua vaga para as semifinais da competição de modo invicto, e com atuações convincentes e esbanjando habilidade. Após passar pela fase de grupos em primeiro lugar na chave F, as atuais campeãs do Pan-Americano foram para a disputa das quartas de final buscando a quarta vitória seguida no torneio. E conseguiram, sem serem ameaçadas em nenhum momento pelas atletas do vôlei de praia do Canadá, a dupla verde e amarela venceu a disputa por 2 sets a 0, parciais de 21/15 e 21/16, e empolgou a torcida que assistia a partida em Puerto Vallarta. As brasileiras voltam as areias nesta quinta-feira para enfrentar a dupla Santiago e Yantinna, de Porto Rico, nas semifinais da competição.

Alegrias do Pan

Pausa na sequência de inúmeras disputas entre modalidades no Pan-Americano de Guadalajara para ver um vídeo de fundamental importância. Porque para dançar Jennifer Lopez é necessário realmente afundar-se na coreografia.

Se isto não animou o público, só mesmo a Vanusa entoando os hinos nacionais dos atletas no momento do pódio para levantar o pessoal em Guadalajara.

17 de outubro de 2011

As meninas do vôlei e os primeiros dias no Pan

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A Seleção Brasileira Feminina de vôlei é a melhor do mundo no ranking da FIVB, e não é por menos, as meninas comandadas por José Roberto Guimarães acumulam vitórias ao longo da última década, incluindo o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Contudo falta o Pan-Americano, que a Seleção Feminina não conquista desde 1999, e é buscando derrubar está marca distante para uma equipe tão vencedora, que as jogadoras brasileiras começaram sua trajetória nesta décima sexta edição do Pan-Americano na noite do último sábado, 15 de outubro.

O primeiro jogo da Seleção Brasileira foi contra a República Dominicana, no complexo de voleibol do Pan-Americano, o ginásio Avila Camacho, e apesar da superioridade da equipe verde e amarela, não foi uma disputa simples, não somente em relação as dificuldades técnicas costumeiras em uma estreia, mas principalmente no aspecto emocional. O primeiro set iniciou complicado, as dominicanas não se acuaram e entraram no jogo disputando ponto a ponto. O resultado foi uma parcial equilibrada que acabou com vitória brasileira por 25 a 22.

Contudo o segundo set foi marcado por um triste incidente. Logo no começo, a ponteira Jaqueline se chocou com a líbero Fabi, o que pode ser conferido no vídeo abaixo, e teve que abandonar a partida. Infelizmente uma das melhores jogadores do vôlei feminino não poderá mais atuar neste Pan-Americano e terá que usar o colar cervical por algumas semanas. Mas a atleta passa bem, e o acontecimento ajudou a motivar a equipe verde e amarela. Apesar dos contratempos, as meninas souberam segurar o nervosismo e vencer também a segunda parcial: 25 a 21.

O terceiro set teve mais "cara" de Seleção Brasileira, e com uma ótima atuação de Fernanda Garay, que entrou para substituir Jaqueline, as meninas do Brasil fecharam a parcial por 25 a 16, e partiram para a quarta parcial confiantes. Mas as dominicanas não estavam dispostas a facilitar, e o bloqueio brasileiro teve que virar uma muralha para parar as adversárias, que buscavam vencer o set e levar a decisão para o tie-break. Contudo a vitória foi brasileira, 25 a 20, e 3 sets a 1.
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O segundo adversário da Seleção Feminina foi o Canadá. Poupando jogadoras e buscando dar ritmo a outras atletas que não as habitualmente titulares, Zé Roberto conseguiu montar a equipe brasileira de modo competitivo e, ainda assim, poupar algumas atletas para a díficil disputa contra Cuba no dia seguida. Thaísa inaugurou o marcador na noite do último domingo (16.10) com uma bola pelo meio de rede, e com uma atuação consistente e um ataque eficaz, a Seleção Brasileira mostrou sua superioridade, fazendo 5 a 1 no início da primeira parcial e fechando o set com tranquilidade: 25 a 19.

O Brasil voltou para o segundo set com a mesma disposição do anterior, e logo abriu 4 a 1 de vantagem com um site encaixado e quebrando a recepção das adversárias, que não se achava em quadra. Novamente atrás do marcador, o técnico canadense pediu tempo, tentou ajeitar o time, que voltou melhor da pausa, ainda assim elas perdiam por 8 a 16 na segunda parada obrigatória. Com a folga no marcador, Zé Roberto ingressou Tandara e Juciely , e o "atropelo" da Seleção Feminina continuou até o final, e, sem dar chance para as canadenses se recuperarem, as brasileiras venceram mais uma parcial: 25 a 12.

As jovens jogadoras da equipe de Zé Roberto pareceram não sentir a pressão e iniciaram o terceiro set mantendo a boa sequência de jogo, e em uma bola de Tandara foram para a primeira parada obrigatória com 4 pontos de vantagem: 8 a 4. O Canadá implacava bons momentos, como um ponto conquistado em um disputado rali, mas com os fundamentos brasileiros sendo bem aplicados, não teve jeito das adversárias sequer ensaiarem uma reação. Com a desvantagem no placar aumentando, os erros das canadenses aumentaram também, e com o ótimo saque brasileiro e as falhas primárias das jogadoras do Canadá, o atropelo neste set foi ainda maior. Após um rali cheio de defesas destacadas, Tandara surgiu pela diagonal para atacar e afundar o ponto final da partida: 25 a 10, e 3 sets a 0.

16 de outubro de 2011

Show da natação brasileira abre o primeiro dia de disputas em Guadalajara

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O primeiro ouro brasileiro nos Jogos Pan-Americanos já tem dono, e em um dia onde o Brasil brilhou nas águas, a primeira medalha de ouro não poderia vir de outro lugar se não das piscinas. Thiago Pereira, na final dos 400m medley no noite do último sábado, confirmou o favoritismo e foi o primeiro brasileiro a ouvir o hino nacional após subir no lugar mais alto do pódio.
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No Centro Aquático Scotiabank, a delegação brasileira de natação deu o passo inicial nesta edição dos Jogos Pan-Americanos. Neste sábado (15/10), os atletas participaram das eliminatórias no início do dia e das finais que aconteceram pela noite em diversos estilos de nado.

Classificação

A primeira a pular na piscina defendendo as cores verde e amarela foi Daynara de Paula, na segunda bateria dos 100m borboleta. Com amplo domínio nos primeiros 50m, a brasileira perdeu a primeira posição na virada mas logo retomou e conseguiu bater em primeiro com 1min00s25. Daynara ficou com a terceira posição na classificação geral dos 100m borboleta, garantindo sua vaga para as finais que aconteceram pela noite.

Gabriella Silva nadou na terceira bateria dos 100m borboleta, contudo os bons resultados obtidos pela outra brasileira não foram compartilhados por Gabriella, que ficou com a terceira posição em sua bateria tendo marcado 1min02s25, ficando atrás da jamaicana e da americana Claire Donahue, que bateu o recorde pan-americano da categoria borboleta ao terminar a prova fazendo 58s59. Com este resultado, a atleta brasileira não conseguiu ir para a final.

Nos 400m medley, Thiago Pereira representou o Brasil na segunda bateria. Na raia de número 4, o brasileiro disparou lado a lado com o americano Conor Dwyer, ganhando a briga interna entre os dois e ficando em segundo. Na virada dos primeiros 100m, o brasileiro adquiriu a liderança da prova no nado de costas e não largou mais a dianteira, mantendo a ponta também nos 100m peito e controlando a disputa até os últimos 100m, quando Dwyer tomou fôlego e imprimiu velocidade no finalzinho, batendo em primeiro: 4m24s98. Thiago Pereira ficou em segundo com 4m26s27, garantindo sua vaga na final dos 400m medley. Outro brasileiro que competiu na categoria foi Diego Yabe, que participou da primeira bateria, ficando em terceiro com 4min34s18, classificando-se para a final também.

Joana Maranhão, uma das maiores esperanças de medalha na natação, largou na raia 4 dos 400m medley. E a brasileira começou muito bem, virou os primeiros 100m borboleta em primeiro, dominou também o nado de peito com larga vantagem e disparou na ponta deixando a canadense Pierse em segundo. Pierse ainda tentou diminuir a vantagem no estilo peito, contudo no último estilo dos quatro, os 100m crawl, a brasileira não noticiou a existência de concorrentes, e bateu com tranquilidade em primeiro: 4min54s51.

Lucas Kanieskie e o novato Giuliano Rocco competiram nas eliminatórias dos 400m livre. Kanieskie conquistou vaga para a final ao conseguir o sétimo melhor tempo na classificação geral, 3min58s30, já Rocco sentiu o peso da estreia nos jogos e não se classificou.


Finais

Dayara de Paula foi a primeira brasileira da natação a conquistar sua medalha nesta edição do Pan-Americano. Na final dos 100m borboleta, a brasileira caiu na água bem e ficou parelha junto a Claire Donahue, contudo na virada dos 50m a americana tomou a dianteira e manteve-se na frente, aumentando a diferença nos últimos metros e levando a medalha de ouro na prova. Dayara, estreiante nos Jogos Pan-Americanos, conquistou a medalha de prata após finalizar a prova em 59s03.

Thiago Pereira caiu nas águas na noite de sábado buscando sua primeira medalha nos 400m medley, a primeira de muitas que o nadador espera conquistar. O atleta dominou plenamente a prova, com boa vantagem em relação ao segundo colocado, o norte-americano Dwyer, e com tranquilidade nadou os primeiros três estilos: borboleta, costas e peito. No último estilo, o crawl, Pereira diminuiu um pouco o desgaste, Dwyer aproveitou e tentou buscar a dianteira, mas o ouro era verde e amarelo, e com 4m16s68, Thiago Pereira faturou a primeira medalha dourada para o Brasil.

Joanna Maranhão confirmou as espectativas e na decisão dos 400m medley, prova em que a nadadora pensou até mesmo em não competir nos jogos, ganhou uma valiosa medalha de prata. A brasileira caiu na raia 3 e protagonizou uma disputa acirrada nos primeiros 50m borboleta junto com a mexicana Escobar, nos outros 50m, Joanna Maranhão abriu considerável vantagem e partiu para o estilo costas confiante. Porém na virada para o estilo peito, Vavra, dos Estados Unidos, assumiu a liderança por centésimos, e a brasileira perdeu ritmo, terminando os 100m do estilo peito em terceiro. Para os últimos 100m de nado livre, Maranhão partiu para o tudo ou nada, e com uma incrível força de vontade acelerou e conseguiu encerrar a disputa em segundo lugar com 4min46s33, pouquíssima diferença para a americana Julia Smit, medalha de ouro com 4min46s15.

O revezamento 4x100 feminino tinha somente oito equipes na disputa, e como nas finais este é o número que participa da decisão, as eliminatórias foram somente para definir os melhores tempos e as raias para a prova que valeria medalha. Na decisão, as brasileiras entraram bem para a disputa, mas não conseguiram vencer as norte-americanas. Na final, os Estados Unidos fizeram 3min40s66, enquanto a equipe brasileira, formada por Michelle Lenhardt, Tatiana Lemos, Flavia Delaroli e Daynara de Paula, conquistou a prata ao terminar a disputa com 3min44s62. Canadá completou o pódio.